Nos últimos 3 anos, temos vindo a reforçar a nossa luta pelos direitos da Mulher e rapariga.
Particularmente em 2011 com o lançamento da “maratona dos 6 meses da mulher e rapariga”, lançado durante a Semana de Acção de Educação para Todos com o lema “Sim, ela Pode!” as mulheres e raparigas puderam exigir:
“Dizer Não ao casamento precoce!”
“Contar com a protecção dos pais!”
“Ter apoio e protecção dos professores!”
“Estar numa escola Segura!”
“Dizer Não ao sexo forçado!”
“Ter uma Lei que a Protege!”
“Ter acesso a informação!”
“Estudar e ter uma profissão!”
“Transformar a sua Comunidade!”
“Combater as injustiças Sociais!”
Marchas após marchas, debates após debates, conseguimos despertar a sensibilidade de mais pais e mães, mais tomadores e tomadoras de decisão, mais líderes locais, juristas, jornalistas, professores e professoras e as organizações da sociedade civil.
Nesse trabalho, ainda me lembro das palavras de uma jurista: “pensei que trabalhando com as mulheres e crianças, eu estivesse a trabalhar também com as raparigas, afinal são grupos totalmente diferentes, aprendi muito”.
Só com estas palavras, ganhei o dia… A rapariga é especial. Não olhem para ela como se de mulher se tratasse, mas também não a vejam apenas como criança porque ela é Rapariga. Uma mistura de mulher e criança. E as misturas as vezes desenvolvem características próprias e precisam de ser atendidas de acordo com o que a sua característica exige.
Mas é também verdade que esta luta está apenas a começar e a luta vai continuar!
Ela, a Rapariga precisa de leis aprovadas e implementadas que a protejam. Ela precisa de uma mãe e de um pai que lhe diga que ela é capaz, que ela pode vencer! Ela precisa de um professor que lhe ensine o certo quando está errada e não se aproveite da admiração ela lhe tem como seu segundo pai! Ela precisa de uma comunidade que ao invés de condena-la, puni-la e desenvolver práticas, atitudes e comportamentos para “concretizar a punição”, lhe segure na mão e lhe proteja de todos que queiram abusar da sua inocência! Ela não precisa de uma sociedade que se esconde por detrás da sua inocência para culpabiliza-la de todo mal que com ela acontece!
Parafraseando um poema eu digo:
Rapariga, surge et ambula, que nós estamos contigo!