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Os direitos das raparigas

Monday, January 30, 2012 - 17:31

 

Nos últimos 3 anos, temos vindo a reforçar a nossa luta pelos direitos da Mulher e rapariga.

Particularmente em 2011 com o lançamento da “maratona dos 6 meses da mulher e rapariga”, lançado durante a Semana de Acção de Educação para Todos com o lema “Sim, ela Pode!” as mulheres e raparigas puderam exigir:

Dizer Não ao casamento precoce!”

Contar com a protecção dos pais!”

Ter apoio e protecção dos professores!”

Estar numa escola Segura!”

Dizer Não ao sexo forçado!”

Ter uma Lei que a Protege!”

Ter acesso a informação!”

Estudar e ter uma profissão!”

Transformar a sua Comunidade!”

Combater as injustiças Sociais!”

Marchas após marchas, debates após debates, conseguimos despertar a sensibilidade de mais pais e mães, mais tomadores e tomadoras de decisão, mais líderes locais, juristas, jornalistas, professores e professoras e as organizações da sociedade civil.

Nesse trabalho, ainda me lembro das palavras de uma jurista: “pensei que trabalhando com as mulheres e crianças, eu estivesse a trabalhar também com as raparigas, afinal são grupos totalmente diferentes, aprendi muito”.

Só com estas palavras, ganhei o dia… A rapariga é especial. Não olhem para ela como se de mulher se tratasse, mas também não a vejam apenas como criança porque ela é Rapariga. Uma mistura de mulher e criança. E as misturas as vezes desenvolvem características próprias e precisam de ser atendidas de acordo com o que a sua característica exige.

Mas é também verdade que esta luta está apenas a começar e a luta vai continuar!

Ela, a Rapariga precisa de leis aprovadas e implementadas que a protejam. Ela precisa de uma mãe e de um pai que lhe diga que ela é capaz, que ela pode vencer! Ela precisa de um professor que lhe ensine o certo quando está errada e não se aproveite da admiração ela lhe tem como seu segundo pai! Ela precisa de uma comunidade que ao invés de condena-la, puni-la e desenvolver práticas, atitudes e comportamentos para “concretizar a punição”, lhe segure na mão e lhe proteja de todos que queiram abusar da sua inocência! Ela não precisa de uma sociedade que se esconde por detrás da sua inocência para culpabiliza-la de todo mal que com ela acontece!

Parafraseando um poema eu digo:

Rapariga, surge et ambula, que nós estamos contigo!