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Parceiros da ActionAid Moçambique tem novas ferramentas de gestão financeira

Monday, May 7, 2018 - 11:15

 

Os parceiros da ActionAid Moçambique (AAMoz) no projecto Governação Democrática passarão a ser céleres na organização, execução e elaboração de relatórios financeiros e de monitoria, permitindo assim maior flexibilidade na prestação de contas à ActionAid Moçambique na qualidade de financiador.

Depois da formação sobre o novo sistema financeiro denominado FIS (Field of Sistem) a que se beneficiaram entre os dias 23 a 27 de Abril último, na província de Gaza, os 11 parceiros membros da Coligação Transparência e Justiça Fiscal - iniciativa enquadrada no projecto Governação Democrática implementada pela AAMoz afirmaram que a inovação para além de conferir agilidade dos procedimentos financeiros vai permitir também que as contas sejam harmonizadas.

A formação, que decorreu em Bilene, objectivou introduzir aos parceiros novas matrizes de produção de relatórios, captação de dados financeiros e apresentação de novas abordagens do projecto Governação Democrática. No rol dos benefícios do FIS consta ainda a possibilidade de os parceiros da AAMoz não terem de se deslocar a Maputo, para, junto do oficial de finanças da ActionAid verificarem e esclarecerem dúvidas sobre as execuções orçamentais.

Antes da introdução do FIS a prestação de contas era efectuada trimestralmente e caracterizada pela disparidade dos saldos financeiros, despesas e execuções orçamentais. O processo era “fatigante e moroso”.

De Janeiro a Março os 11 parceiros da AAMoz, com destaque para o Grupo Moçambicano da Divida, Conselho Cristão de Moçambique, Centro de Teatro do Oprimido, Sociedade Aberta, receberam treinamentos sobre o sistema FIS, a qual estão usando desde Abril último. Fora FIS, a formação serviu igualmente para introduzir aos parceiros a nova abordagem do projecto em alusão, que assenta em tres focos, nomeadamente, participação da juventude nos espaços de decisão, trabalho sensível o género financiado através da tributação progressiva (Gender Responsive Public Service - GRPS) e por último o trabalho decente especialmente para as mulheres.

 

Assinatura do Memorando entre os Parceiros

Durante a formação dos parceiros da Coligação Transparência e Justiça Fiscal sobre os procedimentos e aplicação do sistema FIS e indução programática, foi assinado um memorando de entendimento que visa conferir maior coesão entre os membros para que a agremiação funcione como uma rede.

De acordo com o Oficial de Projecto Governação Democrática, Filipe Sambo, trata-se de um acordo que busca acima de tudo, reforçar o sentimento de pertença entre os membros da Coligação e, por via disso atrair e captar financiamentos para implementação das actividades no âmbito do projecto Governação Democrática.

É um memorando para o estabelecimento de normas, por exemplo, de como usamos o logotipo da Coligação, como é que os membros falam da Coligação. Mais importante ainda, sabemos que a tendência actual é de se financiar organizações em rede, então ao surgir uma oportunidade de financiamento a iniciativas anti-corrupção ou de justiça fiscal fica mais fácil se os nossos membros provarem que fazem parte de uma rede e assim obter financiamento”.

A Coligação Transparência e Justiça Fiscal é um movimento de organizações da Sociedade Civil nacionais que trabalham em prol da transparência, mobilização e alocação justa dos recursos para o desenvolvimento.

 

Parceiros louvam iniciativa

Os parceiros da AAMoz membros da Coligação Transparência e Justiça Fiscal mostram-se satisfeitos pelas mais-valias que as novas ferramentas financeiras e de monitoria irá proporciona-los.

Para o Grupo Moçambicano da Divida, representado por Luís Mutondo, a aplicação das novas ferramentas aprendidas na formação vai contribuir no alcance dos melhores resultados em termos de eficiência e eficácia ao nível financeiro e de monitoria na organização a que pertence.

É de louvar a iniciativa, proporcionou-nos novas ferramentas para o alcance de melhores resultados naquilo que fazemos. Este processo ajuda-nos na flexibilidade e no tratamento dos processos de contabilidade e execução orçamental. Aprendemos como fazermos a nossa monitoria e relatórios com base nesta nova matriz. É uma técnica nova e óptima quer para o sector de programa, quer para a área financeira.

Por sua vez, Hermelinda Simela do Centro de Teatro do Oprimido (CTO) afirma que as artes cénicas são veículos de mobilização social e por isso é extremamente poderoso na sensibilização da população para aderir determinada causa social.

Nós temos grupos espalhados em várias regiões onde a ActionAid actua, sendo Namaacha um exemplo. Sensibilizamos as pessoas para estarem educadas sobre os impostos e a boa notícia é que já vemos pessoas cobrando ao governo mais escolas, hospitais e outras infra-estruturas públicas como um direito por estarem a contribuir para este efeito. Também bastante atentos ao uso dos recursos públicos do estado.