ActionAid is a global movement of people working together to further human rights and defeat poverty for all.

Direitos das Mulheres e Igualdade de Género

“Até 2017, em Moçambique, queremos garantir que pelo menos 71,260 mulheres, 29,245 crianças e 1,195 raparigas têm garantido um ambiente livre de violência e abuso sexual que lhes permita adquirir conhecimento e habilidades vocacionais que as engajar-se no diálogo sobre políticas e mobilização de recursos para desenvolver alternativas socioeconómicas”.

Sete em cada dez mulheres em todo o mundo vivem na pobreza, em comparação com um em cada três homens. Em Moçambique, as mulheres, moradoras de áreas rurais e de periferias urbanas ainda estão distantes das conquistas dos movimentos feministas das últimas décadas. A dupla jornada de trabalho, o acesso precário à informação e a ausência de documentação são verdadeiras barreiras que as impedem de alcançar sua autonomia. A desigualdade económica significa que as mulheres têm menos dinheiro, protecção contra a violência e acesso à educação e saúde - e nenhum poder para mudar essa equação.

A ActionAid Moçambique acredita na igualdade de género. Acreditamos que a mulher, num futuro próximo, vai ganhar controlo sobre a sua vida e corpo, acesso igual às mesmas oportunidades sociais, económicas políticas e culturais que o homem.

Somos contra a violência doméstica contra a mulher e a rapariga e outras práticas culturais e crenças que prejudicam a mulher. Com base no contexto moçambicano e nos resultados de discussões sobre direitos humanos no país, a ActionAid Moçambique concentra-se em duas seguintes componentes para esta prioridade estratégica:

  1. Mulheres e raparigas com maior controlo das suas vidas e corpos. Tudo isto envolve uma maior atenção à criação de um ambiente livre de violência e abuso sexual, onde a mulher e a rapariga possam exercer os seus direitos à segurança, mobilidade e controlo das suas vidas e corpos. É uma tarefa que envolve um trabalho árduo com as instituições da comunidade, parceiros estratégicos, organizações de direitos humanos e instituições judiciais entre outros para reforçar a protecção e segurança da mulher em espaços tais como a família (lar), escolas, mercados, comunidades, transportes públicos e locais de trabalho. Inclui igualmente abordar as temáticas relacionadas com as práticas culturais e crenças tais como a purificação da viúva, “Kutxinga”, ritos de iniciação da mulher e casamentos prematuros forçados.

  2. Educação da rapariga e “empowerment” da mulher. Inclui o acesso à educação, participação activa na gestão escolar, retenção e conclusão do ensino básico, alfabetização de adultos e programas de formação vocacional que levam a mulher e a rapariga a adquirirem conhecimento e habilidades vocacionais, para que possam participar nos processos de tomada de decisão, permitindo-lhes atrair recursos produtivos para melhorarem as suas vidas.  

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