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Fórum de Reflexão Social sobre Qualidade de Educação

Na sua segunda edição, o fórum teve como objectivo proporcionar um espaço de diálogo, reflexão e interacção entre os vários actores que trabalham no sector da educação, com vista a analisar a situação actual do sector e propor soluções para a melhoria da qualidade de educação.

No acto da abertura, a Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortone, começou por descrever os avanços significativos que o estado moçambicano tem vindo a exercer no sector de educação desde de 1975, “as taxas de analfabetismo em 1975 que rondavam os 97%, a preocupação do Estado moçambicano foi de massificar o ensino, alargando a rede escolar que saiu das 5270 escolas para 13230 em 2016”. Não obstante aos números que demonstram o avanço nesse sector, a ministra mostrou-se consciente que muito há ainda por fazer para garantir a qualidade educação em Moçambique, mas convidou o envolvimento de todos presentes na procura de soluções para que sejam atingidos os patamares desejados.  

Noutro desenvolvimento, Conceita destacou a revisão curricular do primeiro ciclo que visa permitir que as crianças tenham mais tempo para desenvolverem a oralidade, a leitura, escrita e cálculo de maneira a desenvolverem as competências básicas exigidas. “Fizemos a revisão pontual do currículo do ensino primário, reduzindo o número de disciplinas no 1º ciclo, elaboramos novos livros para a 1ª classe e apostamos na capacitação em exercício dos professores que leccionam as primeiras classes”. Concluiu a ministra.   

Por seu turno, a Farida Gulamo, em representação da Presidente do Conselho de Direcção do Movimento de Educação Para Todos (MEPT), Amina Issa, saudou, em primeiro lugar, o aumento do orçamento para o sector da educação. “Foi com enorme satisfação que observamos o aumento do orçamento para 23% em 2017 contra os 21.7% em 2016, o que mostra o compromisso do Governo de melhorar este que é o sector crucial para o desenvolvimento do país e os avanços no diálogo político, facto que nos encoraja a todos para continuarmos a contribuir na melhoria da qualidade da educação em Moçambique”.

No mesmo discurso, Farida apelou uma profunda reflexão sobre os mecanismos que nos ajudem a melhorar a eficiência e eficácia do sistema educativo nos seguintes pontos: fraco investimento em áreas prioritárias, como é o caso de infra-estruturas e equipamentos escolares e as altas taxas de absentismo, de directores e professores, o que se repercute no absentismo e abandono da escola pelos alunos e desinteresse dos pais destas crianças em relação a escola/ educação.

Refira-se que o fórum é da iniciativa da Associação ActionAid Moçambique (AAMoz), Movimento de Educação Para Todos (MEPT) e União das Cooperativas Agrícolas de Marracuene (UCAM), organizado em parceria com o Grupo SOICO, no programa Moçambique em Acção, financiado pela NORAD (Agência Norueguesa de Desenvolvimento).